ELASTICIDADE

Definição Rápida (em 10 segundos)

ELASTICIDADE

A Elasticidade mede o efeito da oscilação do preço de um bem no seu nível de procura.

ELASTICIDADE

Em ciência económica, o termo elasticidade pode ser aplicado à medida de diversas realidades. Sempre que tentamos medir o resultado sobre uma determinada variável de uma variação em outra, procuramos a elasticidade da primeira em função da segunda. 

Neste escrito, trataremos o termo Elasticidade no seu âmbito mais comum de aplicação, que relaciona preço e procura de um bem. 
Mas, afinal, para que serve o conhecimento da elasticidade de um bem?
Vejamos:

Se uma subida de 10% no preço do pão implica uma redução pouco significativa na sua procura (2%), dizemos que o pão é um bem inelástico. Já se o aumento dos mesmos 10% no preço das maçãs implica a redução de 15% da sua procura, afirmamos que a maçã é um bem elástico.

A medida da Elasticidade é dada pela divisão da variação percentual da procura, sobre a variação percentual do preço.  Seguindo os dois exemplos acima, a Elasticidade do Pão = 2% / 10% = 0,2. Já a Elasticidade das Maçã = 15% / 10% = 1,5. 
Em termos técnicos, um bem diz-se elástico quando a taxa resultante é > 1, e inelástico quando apresenta resultado < 1, ou seja, são bens elásticos aqueles cuja variação na procura é percentualmente superior à variação de preço, e inelásticos os bens cuja variação na procura é percentualmente inferior à variação de preço.

O facto de termos vivido durante 30 anos com níveis de inflação (jargão também tratado pelo ECONOMÊS) historicamente baixos (média de 2,5% consoante informação disponibilizada pelo PORDATA), pode desvalorizar a relevância da Elasticidade, mas, se nos colocarmos no lugar de um industrial, ou de um comerciante, não será o conhecimento da Elasticidade dos bens produzidos ou comercializados determinante nos processos de tomada de decisão? Não será preferível produzir ou comercializar um bem inelástico?
Ora, se um de nós liderar uma unidade fabril com capacidade para produzir um de entre um conjunto de produtos, é bom que a escolha considere, entre outras componentes, obviamente, a Elasticidade do produto em si, ou seja, até que ponto aquele bem é de tal modo necessário aos consumidores que a maioria destes está disposto a fazer um esforço adicional, utilizando mais recursos, para continuar a adquiri-lo. 
Tal raciocínio tende a antecipar choques que impliquem aumentos nos custos de produção, como o preço das matérias-primas, o preço da energia, o custo do trabalho, entre outros, mas também a possibilidade de aumento da margem de lucro.
Em sentido contrário, e na pele do consumidor final, cientes do significado do termo, pensemos na Elasticidade dos Combustíveis (gasóleo, gasolina). É tão complicado ao comum dos mortais entender os mecanismos de formação de preços dos combustíveis que talvez o tema da Elasticidade dos mesmos nos permita repensá-lo. Tratar-se-á de um bem de tal modo inelástico que a definição de preços pouco leve em consideração o efeito da oscilação na procura?
Outros exemplos de bens inelásticos podem ser facilmente referidos, como são os casos da água, da eletricidade, do gás, entre outros, na sua maioria pertencentes ao grupo vulgarmente denominado de bens de primeira necessidade e que registam variações percentuais na procura sempre inferiores às variações percentuais dos seus preços.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Liberdade"

28.11.2022


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